quinta-feira, 2 de junho de 2011

EM BABILÔNIA AS COISAS FUNCIONAM ASSIM.


NUM MUNDO MUITO DISTANTE DAQUI....
Essa Babilônia que vou apresentar a vocês é bem diferente daquela cujo Império existiu entre 1500 a.C e 1200 d.C. O povo babilônico era muito avançado para a sua época, bem diferente desta história hipotética que vou contar aqui sobre outra Babilônia.
O nome (Babil ou Babilu em babilônico) significa "Porta de Deus", mas os judeus afirmam que vem do Hebraico Antigo Babel ( בבל ), que significa "confusão". Essa palavra semítica é uma tradução do sumério Kadmirra ( segundo a Wikipédia)
Nesta Babilônia atual usarei o significado dado à palavra pelos judeus, ou melhor, CONFUSÃO e qualquer semelhança é mera coincidência.
Na Babilônia atual reina a confusão. Ninguém se entende. De certo, o povo vive com seu cérebro inundado de CORTISOL, hormônio este que faz com que tomem decisões erradas, fiquem egoístas, sem olhar para os lados, sem entender muito bem de causa e efeito. Portanto, é um salve-se quem puder. Cada um defende o seu.
Imagine que na Babilônia atual o povo que nela habita fala de sustentabilidade do planeta, mas desfila em carros tipo SUV que consomem um litro de gasolina a cada 4 km Um jornalista da Babilônia indignado escreveu: esses carros estão sendo abolidos do primeiro mundo e despejados no terceiro mundo (ah esqueci de falar a vocês, a Babilônia fica no terceiro Mundo) apenas para “madames” irem ao cabeleireiro, com certeza nada justifica essa atitude, somente para ostentar sua posição social. Verdade, na Babilônia, como ainda não são muito evoluídos, o povo ainda se preocupa com posição social, poder, status. O povo ainda precisa sanar suas necessidades básicas como abrigo e alimentação e ter um carro significa evolução social na hierarquia das castas.
Uma outra coisa, típica dessa civilização é que eles ainda lidam com corruptos e povos desonestos. Tem gente que participa de uns cursos típicos de povos avançados e preocupados com o ser humano, apenas para depois saber como manipular a plebe. Imagine que outro dia vi um desses “gurus” assegurar a um dono de fábrica de vasos (esqueci de mencionar, o povo babilônico é muito bom em artesanato e trabalhos manuais) que ele daria resultados e não cobraria nada pelos serviços. Os babilônicos confiam muito nos outros e isso é típico de povo com autoestima baixa e acabam caindo no “conto do vigário”, facilmente. Eles acham que não são capazes de realizar e acreditam que sempre tem gente melhor que eles. Uma pena, se esse povo soubesse seu real potencial!
Mas, a ingenuidade é muito grande nessa civilização e por todos os lados se espalham os larápios e aproveitadores e aos poucos vão surrupiando os sonhos dessa população que luta bravamente.
Como ia dizendo, as “fórmulas mágicas” pipocam de um lado para outro e o pior é que esses “gurus” manipulam resultados e conseguem mais uma vez enganar esses pobres comerciantes que não percebem que estão perdendo dinheiro e que na realidade quem está ganhando muito são os tais  gurus que dizem nada cobrar pelos serviços. Bem, fazer o que, não é mesmo? Só um povo ingênuo para acreditar que alguém trabalha sem ganhar nada. E o pior, é que os comerciantes lesados ficam quietos após perceber o golpe e nada falam com medo, pois, são ameaçados e pobres coitados acabam falidos, amedrontados e resignados. Essa coação lembra uma outra época desse império que um tal Juan pensou em constituir uma população pura e andou matando quem não se enquadrasse no protótipo físico. Mas isso foi há muito tempo.
Mas como aumentar a autoestima desse povo se estão cegos e surdos? Se forem convencidos que não são bons o suficiente? Muitos que percebem a tal manipulação vendo de fora assistem desolados, pois, sabem que quando esses coitados acordarem será tarde demais e verão seu comércio destruído como uma plantação pós revoada de gafanhotos, mas como dizem por aquelas bandas...cada povo tem o que merece. Sabe que outro dia me falaram que esse povo é assim, pois, sempre quer levar vantagem em tudo? Custei a acreditar...um povo tão ingênuo...bancando o esperto???
Na Babilônia acontece um fato raro, também. As coisas estão bem debaixo do nariz de cada um, as pessoas estão vendo, é real o acontecimento, mas eles conseguem enganar o povo e manipular dizendo: o que você acaba de presenciar e ver não é real. Fazem isso, subestimando o povo, como se os estivessem hipnotizando e acreditem, o povo acaba acreditando que não viu.
Mas acreditem, esse povo é muito melhor do que ele acredita ser e dá tristeza saber que são vítimas de golpistas, gurus, manipuladores, mas parece que faz parte da história de povos semelhantes e por mais que tentemos alertar ecoa no vazio.
Os “falsos messias” andam por todas as cidades levando suas mágicas e encantando esse povo ingênuo e ao final, acabam crucificando aquele cuja palavra é verdadeira. Incrível imaginar isso, não é mesmo??ainda bem que é apenas uma lenda de um mundo distante daqui.
Na Babilônia eles costumam promover encontros parecidos com uma feira onde todos os comerciantes se reúnem para apresentar seus produtos, trocar experiências e conhecimentos  e combinaram com o organizador  da feira (fato inédito eles fazerem isso) que desta vez apenas pessoas de reputação ilibada, honestos e trabalhadores poderiam participar do encontro e o organizador concordou. Adivinhem o que aconteceu? Um desses gurus com muitas moedas no saco, conseguiu convencer o organizador da feira a deixá-lo participar e lá estava ele na feira todos feliz “arrancando” moedas desse povo infeliz falando coisas que eles queriam ouvir e não o que precisavam ouvir. Parece algo inacreditável uma pessoa colocar desonestos num evento em troca de moedas, mesmo tendo combinado que não aceitariam desonestos.
Havia na Babilônia uma instituição que era muito correta, emprestava dinheiro aos fariseus. Eles pregavam a sustentabilidade do planeta, só emprestavam dinheiro a pessoas que se comprometessem a ajudar os outros, enfim práticas admiráveis, mas veio um outro mercadante e comprou essa instituição, mas poucos asseguram que as práticas continuem as mesmas. Parece que tudo mudou por lá.

No início até que a Babilônia era repleta de pessoas boas e de caráter, mas a ganância tornou os homens loucos e eles apenas pensam em se aproveitar uns dos outros.
Outro fato interessante na Babilônia é a grande vontade das leis protegerem os “ditos diferentes”, mas na prática o preconceito existe. Quer um exemplo? Posso dar vários, mas darei um que afeta metade da população da Babilônia (estatisticamente, falando) composta por mulheres. Acreditem, quando organizam eventos, cursos e palestras, apesar de todo o discurso a favor da igualdade, quase a sua totalidade dos palestrantes são homens. Seria engraçado se não fosse hipócrita prever em lei e na prática não terem vergonha de mostrar a realidade descarada e o pior, é que as mulheres nada fazem além de se submeter aos caprichos dos que se acham superiores.
Pois é, meus amigos, essa Babilônia existiu um dia, mas o final foi triste. Eles acabaram se extinguindo devido às essas práticas mágicas e aliadas à ingenuidade, o egoísmo e a máxima de querer tirar vantagem de tudo e de todos e agora fazem parte de uma história imaginária que compartilho aqui com vocês.
Pregaram a guerra de preços, a destruição dos concorrentes, roubaram uns aos outros, enganaram, se isolaram , roubaram idéias e projetos e as aplicaram como se fossem próprias , acreditaram na pirataria como fonte de renda e agora são apenas uma lenda, uma história para contar ...
Somente a PROSPERIDADE me interessa.
O que você achou dessa história? E se fosse real? O que você diria aos líderes e às pessoas que vivem na Babilônia?
Deixe seu comentário.
Marynês Pereira

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